Breve visão: UFC Fight Night 85

No último dia 19 de março aconteceu na Austrália o UFC Fight Nigh 85: Hunt vs Mir. Como geralmente acontece na terra do canguru, a despeito de um card modesto, o evento entregou lutas divertidas. Vamos a uma breve análise das duas lutas principais.


Hunt x Mir
Imagine comigo: você é um atleta de alto rendimento em um esporte onde os golpes traumáticos são a razão de ser. Você vai enfrentar um adversário cuja a única arma é a trocação e que carrega duas bigornas no lugar onde os outros seres humanos tem mãos. Você é um lutador de jiu jitsu extremamente refinado e sabe que se levar esse oponente pro solo, será caixão e vela. Como um lutador experiente, você sabe que vai depender de um jogo de isometria para derrubar o seu oponente e por isso você precisa estar em excelente condição física. Dito isso tudo, me diga o que você faria:

1 – treinaria quedas igual um louco, faria um baita preparação física para entrar na luta na melhor forma possível e ser capaz de levar a luta pro solo.

2 – Se apresentaria pra luta parecendo aquele tio aposentado que vive de mergulho na praia pela manhã e churrasco e cerveja de tarde, com direito a pagar peitinho através da camisa no dia da pesagem.

Pois é meus amigos, apenas o Frank Mir achou que a segunda opção seria inteligente. O americano entrou para a luta contra o mãos de bigornas na pior forma física de sua carreira. Isso já denunciava que ele não teria condições de fazer o que todo mundo sabia que ele deveria para ganhar a luta: derrubar e finalizar Mark Hunt. Resultado de tanta inteligência, a luta transcorreu o tempo todo em pé, e a soma do queixo duvidoso do Francisco Miranda e da martelada de Thor do Hunt decretou, ainda no primeiro round, a vitória por tentativa de desencarnação por parte do gordinho (opa, me refiro ao Hunt nessa aqui).

Se o Frank Mir quiser continuar a lutar sem se dedicar aos treinos só para engordar a conta bancária, o problema é só dele. Porém, fazer isso num esporte de lutas não é algo saudável.


Magny x Lombard
O que será que o Neil Magny toma no café da manhã? Conseguir sobreviver aquela tempestade no primeiro round é tarefa que poucos seres humanos no planeta são capazes de suportar, além disso, o Magnífico ainda suportou um knockdown no segundo round.

O preço de tanta resiliência? Ainda no final do primeiro round Magny começou a impor seu jogo sobre um já bastante cansado Lombard (bater cansa, ainda mais se você carrega mais carne que burro de tropeiro). Utilizando muito bem sua envergadura e frustrando o cubano, o americano pôs números finais ao combate no terceiro round após interrupção do árbitro.

Que fase do Magny! 11 lutas em dois anos com dez vitórias.... Fiquem de olho nesse garoto...

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